Coaching é pra mim? Como ser coach profissional

Quando estamos começando a pesquisar sobre Coaching e há o interesse em ingressar nessa carreira, é comum haver algumas dúvidas sobre como ser coach.

É possível até mesmo dizer que uma das maiores dúvidas é: Será que Coaching é pra mim?

Com o intuito de auxiliar aqueles que querem fazer uma transição de carreira ou até mesmo conciliar o Coaching como uma segunda profissão, preparamos um “guia” para ajudar você que se interessa pela metodologia do Coaching, mas tem dúvidas se esse é realmente o melhor caminho e precisa responder alguns questionamentos que ajude nessa decisão.

Então, continue a ler para saber mais sobre:

    • O que é Coaching?
    • Como é ser Coach
    • Como funciona um processo de Coaching

O que é o Coaching?

Segundo a ICF (Internacional Coach Federation), Coaching é um processo em forma de parceria estimulante e criativa com os clientes que os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional.

O Coaching é um processo no qual o (a) Coach (profissional) e o (a) coachee (pessoa que passa pelo processo) identificam objetivos, traçam metas e estabelecem os pontos que indicarão o sucesso do seu resultado.

Coach é uma palavra inglesa, mas de origem húngara (koesi). “Koes” é uma cidade da Hungria que no século XV começou a produzir carruagens que se tornaram as mais cobiçadas da época por seu conforto. Assim, as carruagens de Koes eram chamadas de koesi.

Significados da palavra coach:

Os dois mais comuns:
1. Técnico ou treinador de profissionais ou
2. Veículo para o transporte de pessoas, originalmente carruagens. Alguns vagões de trem e tipos de ônibus também são denominados de coaches.

Coaching: Profissão ou o nome dado ao processo. Coaching não é terapia, aconselhamento, psicologia, consultoria, mentoring nem autoajuda. Aqui no blog já tem um texto explicando as diferenças entre coaching, mentoring e counseling.

      • COACH: profissional – COACHES (plural).
      • COACHEE: cliente – COACHEES (plural).
      • PATROCINADOR: quem paga pelo processo de coaching.
      • SESSÃO: um encontro entre coach e coachee.
      • PROCESSO: um conjunto de sessões entre o coach e o coachee.

Esse conceito surgiu a partir Timothy Gallwey sendo o precursor do coaching no mundo o qual dizia que: “Coaching é uma relação de parceria que revela a liberdade, o potencial das pessoas de forma a maximizar o desempenho delas. É ajuda-las a aprender ao invés de ensinar algo a elas…” (Timothy Gallwey)

Gallwey passou a observar os jogadores de tênis, chamando a atenção dele para determinados jogares que ao perderem o jogo, falavam mal de si, arremessavam a raquete ao chão, se auto ofendiam e que falavam e pensavam somente coisas negativas, criando um ambiente de fracasso na mente e no corpo.

Ao mesmo tempo em que outros jogadores quando erravam, falavam para si próprios coisa proativas, por exemplo: “…agora a próxima vai dar certo…”, ou seja, gerando uma condição mais favorável para o acerto tanto nos pensamentos, como na química produzida no corpo.

Dessa forma Timothy começou a fazer comparações entre tais jogadores, chegando à conclusão de que aquela pessoa que ao errar ou perder o jogo falava mal, se “chicoteava”. Apresentava pensamentos ruins tendo resultados cada vez piores.

Em contrapartida, aquela pessoa que diante dos mesmos fatores, dizia para si mesma: da próxima vez dará certo, na próxima vez acertarei, obtinha resultados positivos e favoráveis, chegando a conquistar a vitória no jogo.

Sendo assim, ele acreditou que dentro do jogo de tênis existem dois tipos de jogos, um interior e outro exterior. Também acreditou que, a ausência de julgamentos de si mesmo e de outros no que se refere ao jogo interior, o negativo não prevalece – o julgamento negativo prejudica o potencial.

Portanto, o que acontece em nosso jogo interior, o que acontece em nosso pensamento, sentimento, em nosso diálogo interno … qual é o diálogo interno que você tem consigo próprio?

Como ser Coach

Em face de todo o colocado, vamos começar a entender como ser coach. Assumimos que, no Coaching em Resiliência, o profissional de coaching deve ter ao menos três habilidades fundamentais entre tantas outras:

A primeira é o não julgamento. Por exemplo, quando o(a) coachee não consegue executar alguma determinada ação, jamais a(o) Coach irá julgá-lo em relação ao motivo de não ter sido capaz (Ex.: esse coachee é preguiçoso!).

A(o) Coach não julga. Ao receber a resposta daquela pessoa, necessita demonstrar a habilidade de fazer perguntas estratégicas para que a pessoa possa se desenvolver melhor em uma próxima vez.

Todos nós temos a tendência inata de olhar para nós mesmos com olhar de julgamento e de crítica negativa.

Ocorre que isso impede que o nosso potencial e a nossa capacidade seja exteriorizada de forma adequada e não truncada / deformada.

Quando julgamos desta forma outras pessoas, acabamos por pré-determinar os resultados e situações que não necessariamente representam a verdade, ou seja, de acordo com a forma a qual estamos pensando e/ou julgando.

A(o) profissional de coaching também não pode ter o olhar de julgamento ou de crítica interna em relação a si próprio. Suas avaliações necessitam serem feitas a partir de critério objetivos e claros, como os indicadores preconizados pela Confederação Internacional de Coaches (ICF) para os diferentes níveis de Coaches.

Avaliar-se ou julgar-se a partir de opiniões / julgamentos próprios pode, invariavelmente, levar ao impedimento de um desenvolvimento e êxito do desejado.

A segunda principal habilidade que buscamos fortemente no Coaching em Resiliência é a clareza no esperado e nas escolhas.

Ao cultivar esta habilidade mantemos a lucidez, coerência e eficácia em todo o processo, a(o) Coach não se coloca no comando, mas segue as escolhas daqueles que estão passando pelo processo de coaching.

Quem determina os passos da(o) Coach e o tamanho de cada passo é o(a) próprio(a) coachee. Não é a(o) Coach que marca os seus próprios passos.

Você já parou para refletir sobre o papel do condutor (guia) que corre ao lado do atleta olímpico com deficiência visual?

É dessa forma como eu me vejo em um processo de coaching: Sou um condutor especializado em guiar o potencial de vitória e sucesso de um(a) cliente. Estou ligado(a) a ele(a). Leio cada um de seus movimentos, organizo minhas passadas de modo que eu fique em sintonia com tal pessoa. Como pactuamos lá no início, ele(a) sabe que deverá dar “o melhor de si” – e eu o guiarei pelas curvas e retas de nossa jornada. Da parte do cliente: ele(a) confia! Se lança na pista administrando sua respiração, modulando vigorosamente o tamanho de seus passos, a partir da fase das ações executa uma corrida planejada. Nada é improviso entre nós. Um lê o outro. Acho tudo isso fantástico, transcendental!!! Os resultados são dele(a), a medalha vai para ele(a), a notícia no jornal falará dele(a). Mas entre ele(a) e eu, sabemos que houve ao longo da corrida uma parceria de almas para se chegar àquele resultado.

A terceira habilidade é inspirar a autoconfiança. As pessoas têm mais potencial do que elas acreditam em ter.

E essa realidade influencia demais, a ponto de interferir muito nesse potencial. Muito, muito mais do que possam admitir.

Como por exemplo, no nicho de emagrecimento, geralmente o(a) coachee que não confiam em si próprio(a), não acredita que poderá eliminar em seu peso de vinte a mais quilos, como desejam alcançar.

Quando o(a) coachee vem para o processo cheio de questionamentos e afirmações, pensamentos, sentimentos e crenças limitantes como, por exemplo: “será que eu vou conseguir?” profissionais com a formação em resiliência deverão auxiliá-lo(a) a ressignificar esses pensamentos, trocando a palavra “será” pelo “como”.

E assim o trabalho da(o) Coach, será de reduzir essas interferências e aumentar o potencial da pessoa.

O processo de coaching

O ponto de partida da(a) coach é analisar junto com o coachee:

      • Situação atual, ou ponto inicial e o cenário almejado, ou ponto desejado.
      • Como efetivar transformações que favoreçam eliminar a distância entre ponto inicial e o desejado?

Para atingir o alvo, o profissional gera uma parceria de total confiabilidade com os clientes para:

      • Criar e colaborar na definição de cenários desejados.
      • Identificar o que está impedindo o(a) coachee de alcançar seu plano.
      • Superar bloqueios que se evidenciem.
      • Desenvolver foco, competências, ação, planejamento, melhorias contínuas e resultados para que o buscado seja alcançado.
      • A(o) Coach evita dizer ao indivíduo ou empresa que o contratou o que fazer. A descoberta dos recursos é pessoal.
      • A(o) Coach não dá ordens ou conselhos. Viabiliza o(a) “cliente” a dar o seu melhor.
      • O trabalho do(a) Coach é ampliar a percepção do(a) coachee, fazendo com que ele(a) mesmo(a) descubra a melhor forma para concretizar seus planos.

A(o) coach dá assistência e oferece a visão necessária para que o(a) cliente trilhe seu próprio caminho de crescimento e continue sempre crescendo de forma independente.

Uma sessão de coaching, em geral, tem duração média de cinquenta a sessenta minutos. O espaçamento entre elas costuma ser entre uma e duas semanas. Já a duração típica – o mais comum – de um processo de coaching, é de até quatro meses.

Por fim, a escolha desse profissional Coach necessita ter os seguintes cuidados:

      • Que ele(a) exiba uma experiência consistente em sua área de formação dentro do coaching. Não é exigido que seja conhecedor do tema ou da área que irá trabalhar com clientes. Afinal, não é um consultor.
      • Que deixe evidente em suas ações e condutas um visível comprometimento com um Código de Ética.
      • Que expresse em seu desempenho um Código de Conduta estruturado nas Competências da prática do Coaching.
      • Que conheça com profundidade uma metodologia que contemple todas as etapas de um processo de coaching. Que não seja um aglutinador(a) /colecionador(a) de pedaços ou partes de diferentes teorias ou ferramentas.
      • Quando se tratar de um(a) profissional certificada no Coaching em Resiliência, que organize a contratação de seus serviços em torno da proposta de “transformações na pessoa – no Ser”.
      • Que se mostre em sintonia com as reais expectativas do cliente.
      • Que traga – ainda que jovem – uma ampla cultura sobre a vida e suas nuances.

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Colaboração na autoria:
Arlete Lima

Sobre quem escreveu esse artigo:
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2018-09-05T19:38:37+00:00

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