Competências no Coaching que você NÃO pode ignorar

Competências no Coaching

Competências no Coaching – Com o crescimento das escolas de Coaching no Brasil, encontramos muitas pessoas que estão atuando como Coach, no entanto, percebemos que nem todas são realmente bons Coaches.

Aqueles que realmente optaram em atuar como Coach irão atuar de forma mais coerente e sua conduta possivelmente será espontânea. O treino e os dias de práticas virão para enriquecer cada vez mais as suas habilidades.

E os que não se converteram em ser um profissional de Coach estarão dependentes, fixados ou presos em apenas reproduzir técnicas.

Dentro da metodologia do Coaching em Resiliência buscamos tornar instintivas as competências no coaching que levam o profissional a se destacar em sua atuação.

No último bate-papo no canal do Youtube, abordamos uma breve conversa sobre 6 Competências no Coaching que devem ser instintivas dos Coaches, para trabalhar com pensamentos obscuros e ocultos que muitas vezes se apresenta em uma determinada situação trabalhada durante uma sessão.

Situações essas que exigem do profissional, competências instintivas para NÃO entrar em situações muito comuns durante as sessões. Uma delas é de não perceber ou escutar a frase que foi dita pelo cliente e não se dar conta do que foi dito, deixando informações importantes passarem desapercebidas durante o processo.

Acompanhe esse texto, para conhecer quais são essas competências instintiva ou veja a gravação em vídeo da conversa que promovemos.

Dentro dessa visão que apresentamos aqui, vamos ressaltar 6 competências que os profissionais de Coaching deve ter quando estão dentro de uma sessão conversando e caminhando junto ao seu cliente.

É evidente que são competências que precisam de muito treino, para chegar ao ponto de ter essas habilidades de forma instintiva e natural dentro da sua atuação.

Assim, é possível enriquecer cada vez mais o andamento das sessões e não ficar preso só em reproduzir  técnicas de forma mecânica.

Competências no Coaching

O Reenquadre

Dentro dessa técnica, o profissional deve levar o cliente a enxergar a situação a partir de diferentes pontos de vista.

Consiste em o Coach, por meio de perguntas instigantes, levar o cliente a não ver a situação como um observador próximo, mas sim como um observador mais distante (segundo plano), um observador que não está focado somente nos detalhe ou como alguém que está imerso no contexto da situação.

As inúmeras alternativas de ver a situação, como um observador distante, trazem não só autoconhecimento, mas também eleva sensivelmente a capacidade de interpretação do cliente. A cada nova análise o cliente vai também modificando suas emoções e sentimentos acerca do que percebe.

Competências no Coaching

Se, ao final das diferentes análises o coach indagar sobre qual das interpretações é aquela que mais se adequa para resolver o problema ou alargar os horizontes de desafios, o cliente terá avançado no sentido de associar suas avaliações, julgamentos, sentimentos, emoções à sua escolha.

Existe também a possibilidade de se fazer a mesma pergunta (qual das interpretações é aquela que mais se adequa), e um aprofundamento de novas percepções poderá ocorrer em diferentes aspectos da mesma situação.

A Confrontação

Aqui exploramos a técnica de, por meio da observação, levar o cliente a se posicionar sobre seu critério de interpretação em função de seus esquemas de crenças e valores, para que o cliente possa se posicionar acerca de seu juízo emitido.

Sempre focado nos juízos e nas declarações conclusivas do próprio cliente.

Por exemplo, a cliente afirma categoricamente: Eu sou muito introvertida e não consego me expor nas reuniões no trabalho. Nem para você que é meu coach, eu consigo falar nada.

Nesse momento que o coach pergunta: Nada a partir do julgamento de quem? Após um silêncio outra pergunta: Pode me esclarecer o quanto é nada aqui nessa situação?

Competências no Coaching

A observação

Ao contrário das etapas onde se busca realizar análises das situações recorrendo-se as racionalizações, as comparações e as avaliações dos pensamentos, aqui se trabalha com a visualização da situação em pauta na posição de expectador.

Ao mesmo tempo em que o cliente vai narrando todo tipo de detalhe daquilo que observa durante suas análises, é levado a se colocar no papel de observador para que ele ou ela possa fazer as suas observações sobre o que acabou de dizer.

Nesse momento é possível que o coach, através de perguntas instigantes, mostre que é possível efetuar uma análise de cada um dos termos que foi usado.

O cliente vira expectador de suas próprias falas.

Competências no Coaching

Lista dos “me incomoda”

Diante de uma situação que gera incômodos ou aborrecimentos levar o cliente a pensar:

Quais são os aspectos práticos e simples envolvidos nessa situação trabalhada?

Peça para avaliar onde há consumo de energia de modo sofrível ou que aborreça. Oriente o cliente para ponderar sobre todos os itens ou aspectos envolvidos que ficou consciente e também solicite que anote em uma das folhas de trabalho.

Pergunte ao cliente: quais dos itens são relevantes para uma afirmação de incomodo?

É preciso que o profissional de coaching, treine muito (para se tornar instintivo) a técnica de escutar com atenção, para que possa estar aguçado dentro de uma situação que gera incomodo no cliente. E pensar quais são os aspectos práticos que estão envolvidos para trabalhar essa situação e esclarecer o que está por trás do que foi dito.

Competências no Coaching

Deveria

Uma das formas mais fortes em ocultar ou obscurecer um pensamento ou uma crença que está por trás de uma fala, olhar ou gesto é o: você / eu deveria.

A técnica se inicia por orientar ao cliente a fazer uma lista relacionada com o tema em pauta de EU ou VOCÊ deveria. Pergunte ao cliente se ele mesmo pode ler todos os itens em voz alta.

A seguir, pergunte ao cliente o que acontece se, ao ler cada um dos itens, você colocar um “Quero” no lugar dos deverias. Pergunte também qual a percepção do cliente, se no lugar dos deverias, o cliente colocar:

“Vou experimentar por algumas vezes. ”

Competências no Coaching

Eu desejo

Aqui nesse momento é essencial esclarecer que o conteúdo produzido durante a sessão é extremamente confidencial. Assim, não há censura ou retraimento na cabeça do seu cliente e existe o ganho de confiança para falar de modo sincero.

Para realizar a técnica, pergunte ao cliente se é possível listar seus maiores desejos e lembrá-lo de que os desejos podem ser realizáveis ou não.

O cliente ao longo da elaboração da lista tenderá a ter consciência de quais são aqueles que vêm com mais energia, quais que estão mais carregados de emoções e de quais são os principais valores que estão orientandos à organização das expectativas.

Competências no Coaching

Para concluir, nesse post tratamos sobre um pequeno leque de competências no Coaching que devem ser instintivas nos profissionais Coaches, e são técnicas que devem ser executadas de uma forma muito natural.

Os profissionais que apresentam um bom diferencial no mercado, busca se dedicar, estudar e treinar essas técnicas para chegar ao ponto de ficar automático no momento em que é preciso.

Existem outras competências que também devem ser treinadas durante esse processo de estudar e elevar a sua atuação como coaching. Porém as competências no Coaching que apresentamos ao longo do texto, devem estar presentes em todos os momentos de uma sessão.

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Prof. George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico e organizador do Coaching em Resiliência (CCR). Associado PCC, MENTOR COAH e Conselheiro na Diretoria da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil, Acreditado na International Society for Coaching Psychology – MISCP e ao National Wellness Institute (NWI) e Pós-doutorando em Coaching Psychology e Resiliência (UNIRIO).

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