O dia a dia de uma Coach em Resiliência

É muito fácil encontrar formações de Coaching no mercado e também pessoas que possuem algum tipo de certificação nessa área. Porém, vemos que há uma dificuldade em uma pessoa que quer iniciar a sua formação em Coaching, encontrar outra pessoa que já atua na profissão para trocar ideias sobre como é o dia a dia de um Coach.

Quando estamos na época de escolher uma carreira e prestar o vestibular, temos a preocupação de verificar como vai ser a rotina de trabalho. Se é algo que vamos gostar, nos adaptar e principalmente nos sentir confortáveis em realizar tais atividades todos os dias.

Ao iniciar a carreira em Coaching, o raciocínio não muda. Ter clareza sobre como um profissional Coach trabalha traz maior clareza de como será a sua nova jornada dentro dessa profissão.

Sendo assim, convidamos a Arlete Lima e a Carol Freitas, duas Coaches que fizeram o curso de Coaching em Resiliência – Especialização em Resiliência, pela nossa escola, para explicar como é o dia a dia de um profissional Coach.

Entrevistadora: Arlete Lima (Coach em Resiliência e do Emagrecimento)
Entrevistada: Carol Freitas – Profissional formada na Escola de Coaching em Resiliência, certificada pela SOBRARE, já atuante e conceituada no ramo corporativo e de RH. Empresária e consultora de Gestão de pessoas da Growing Up Desenvolvimento.

Arlete: Carol, que tipo de clientes você atende atualmente, pessoa física ou atende também pessoa jurídica e de que maneira eles chegam até você? O que exatamente esses clientes buscam quando te procuram?

Carol Freitas: Atualmente tenho dois tipos de clientes de coaching, pessoas físicas que me procuram de maneira avulsa e os que são contratados pelas empresas, que hoje todos os que eu atendo tem como foco o desenvolvimento da liderança.

Arlete: E como se dão os atendimentos? Você atende on line ou presencialmente? O que é tratado em um primeiro atendimento, você faz algum tipo de triagem?

Carol Freitas: As pessoas físicas os atendimentos são online, então primeiro eu marco uma reunião para entender a demanda do cliente e porque está procurando por um processo de coaching. Já cheguei a declinar dois processos por identificar que a demanda seria muito mais para a psicoterapia do que de coaching, por ser questões emocionais, questões de traumas relacionadas a traições no relacionamento amoroso. Se eu entender que trata-se de demanda para coaching, eu explico como funciona o processo, o que é a Abordagem Resiliente, qual a quantidade de sessões, o que é o Quest_Resiliência, sobre a importância de as sessões ocorrerem semanalmente no mesmo horário, sobre avisar com vinte e quatro horas de antecedência em caso de não poder comparecer, do contrário não haverá reposição, essas questões são tratadas durante o primeiro encontro.

O cliente manifestando interesse em seguir com o processo tem casos em que a pessoa já fecha imediatamente, tem casos em que pessoa pede para responder posteriormente.

É importante abrir um parêntese aqui, para explicar que apesar de a Carol ter a graduação em psicologia, logicamente facilita a identificação quanto ao assunto ser demanda para o processo de coaching ou que exige a especificidade da psicoterapia, porém, não é necessário que o profissional de coach tenha graduação em específico, como é o caso na psicologia, para identificar tal demanda. 

Arlete: Carol, e quando o cliente fecha o processo, qual é o procedimento?

Carol Freitas: Após o fechamento do processo, entro em contato com a SOBRARE, solicitando o QUEST_Resiliência, o material incluindo algumas folhas que são anexas de acompanhamento de passos e outras coisas personalizadas, criadas e desenvolvidas por mim, e dessa forma enviamos via Sedex para o cliente e assim iniciamos as sessões. Como todas são online, eu agendo as doze sessões casando os horários com a agenda do cliente, já com o link para acesso de cada sessão.

Arlete: E quando o cliente é pessoa jurídica, de que maneira se dão os atendimentos?

Carol Freitas: A diferença com os clientes de empresa, é que eu agendo uma reunião presencialmente na empresa. Se eu percebo que a empresa quer desenvolver a liderança, eu ajudo a definir quais são esses líderes e marco uma reunião com todos que foram escolhidos. Assim explico como funciona o processo, verifico se eles já passaram por algum outro processo de coaching, se eles possuem interesse, dúvidas. E sempre deixo muito claro o código de ética da ICF – Internacional Coaching Federation, que tudo o que for falado fica entre a Coach e o/a cliente, que eu não posso abrir para a empresa, qualquer coisa que eu for abrir para empresa será dentro de um consenso entre ambas às partes, e que ao final do processo eles irão enviar um relatório com o seu desenvolvimento para o RH, então nós construímos juntos.

Arlete: Os colaboradores apresentam algum tipo de resistência para serem submetidos ao processo de coaching? Como você procede nesses casos?

Carol Freitas: No caso de empresa o maior desafio, para a pessoa que tem interesse, é de ter segurança de que o que ela estará trabalhando e expondo não será transmitido para os chefes e diretores. A importância também em deixar isso muito claro para a direção da empresa, para todos terem conhecimento de que não serão abertos os detalhes sobre as sessões.

Arlete: E como é desenvolvido o processo no meio corporativo?

Carol Freitas: Em empresas as sessões são presenciais, portanto são fechados os horários para as doze sessões casando com a agenda dos clientes e da empresa, semanalmente. Tanto online como presencial, em caso do não comparecimento da parte do cliente, é necessário que a ausência seja avisada no mínimo de vinte e quatro horas de antecedência, caso avise com menos de vinte e quatro horas, a sessão não será reposta e sim considerada como sessão dada e cobrada normalmente.

Outra coisa que estou começando a fazer em caso de coachee que cancela as sessões recorrentemente, é dizer que existe um limite de cancelamento de até quatro reposições, porque é necessário que tenha limite para encerrar o processo de coaching em até três meses, senão isso impacta para mim no futuro, porque o valor que é pago para que eu encerre o processo em até três meses ou quatro meses, vira cinco ou seis meses, e é um horário em que eu poderia estar iniciando um novo cliente. Então é uma coisa que estou começando a fazer e tem dado muito certo.

Arlete: Qual é a média de atendimentos que você faz diariamente ou semanalmente?

Carol Freitas: Em empresas, o máximo que eu faço é atender quatro pessoas direto, com intervalos de meia hora de uma sessão para outra, até porque você tem que estar 100% focado na sessão, para entrar e acompanhar o raciocínio da pessoa, ajuda-la a fazer os links corretos.

As vezes um coachee atrasa um pouco, as vezes não dá pra fazer a sessão dentro de uma hora chegando até a uma hora e dez minutos, as vezes aproveito um intervalo entre uma sessão e outra para responder alguns e-mails da empresa então eu coloco essa meia hora de intervalo entre uma sessão e outra.

Então por exemplo de terça feira eu atendo das 07h30 às 13h00, sessões de uma hora com intervalo de meia hora cada uma.

Arlete: Carol, de que maneira você promove o seu trabalho?

Carol Freitas: Em relação à como eu promovo o meu trabalho, para pessoa física eu utilizo muito o Facebook. Agora que estou começando a atender, eu envio a pesquisa de satisfação procurando saber sobre a possibilidade de indicação e dessa forma estou começando a receber indicações de pessoas que já realizaram o processo comigo. Enquanto consultora nas empresas, eu faço o diagnóstico de gestão de pessoas e quando eu percebo que há espaço para desenvolver a liderança eu sugiro o processo de Coaching em Resiliência. Então as formas de promover o trabalho são via Facebook, Linkedin e indicações.

Arlete: Como você desenvolve o seu trabalho através dos processos de coaching?

Carol Freitas: Eu desenvolvo o meu trabalho de forma muito tranquila seguindo o roteiro que recebemos durante a formação do Coaching em Resiliência. Não tem segredo, não precisa fazer outras coisas, basta seguir o roteiro e as técnicas do coaching que dá certo.

Eu só tive um cliente até agora, um rapaz de dezenove anos para orientação vocacional, que durante o processo eu trouxe outras ferramentas como âncoras de carreira e teste vocacional para ajuda-lo. Como ele é um adolescente, ainda faltava bagagem. No Coaching em Resiliência, não damos respostas, então precisamos que a pessoa tenha repertório para trabalhar, e um adolescente de dezenove anos tem pouco repertório, então eu percebi isso em uma determinada sessão, eu conduzi para que ele fizesse outras ferramentas e foi muito importante durante o processo.

Em relação ao dia a dia, a carreira de coach é uma carreira autônoma, então você tem a parte comercial e de divulgação. É necessário ter muita disciplina para chegar no horário, para não desmarcar, sempre estar disponível quando der o horário da sessão. Eu posso estar irritada, mal humorada como for, a educação e o calor na hora de receber o coachee tem de ser sempre a mesma, então eu acredito que isso é muito importante.

Arlete: Carol, com essa rotina tão intensa atendendo além de pessoa jurídica, também pessoa física, como você consegue conciliar a sua agenda a tantos atendimentos?

Carol Freitas: Nos atendimentos online eu atendo do escritório da minha casa, às vezes do escritório da Growing Up, já cheguei a atender no CAMPUS do Google. Então o bom de atender online é que, tendo um local reservado e o notebook, eu faço a sessão. Preciso apenas do roteiro e de alguns materiais auxiliares, e isso me possibilita conseguir parar e fazer o processo qualquer lugar onde tenha internet e seja mais reservado, então isso dá uma flexibilidade muito boa.

Existem empresas que tem uma dificuldade grande em conseguir salas de reunião, então nesse caso às vezes eu sugiro de ir em algum café na Avenida Paulista. Eu já tive problemas de as vezes estar em um café bastante movimentado e ter muito barulho a ponto de atrapalhar a sessão, nesse caso tive de interromper e procurar uma sala da empresa para dar continuidade a sessão. Mas, na maioria das vezes dá certo, tem um pessoa ou outra uma pouco mais curiosa que fica olhando, até porque percebe que estão sendo realizadas perguntas um pouco mais pessoais e estranham um pouco, mas eu nunca tive problemas, até porque os coachees demonstram estar muito a vontade enfim, então acontece isso também.

Arlete: Agradeço demais por sua contribuição compartilhando conosco a sua rotina e o seu progresso profissional, parabéns por seu empenho e por sua dedicação. Para encerrar, que mensagem você poderia deixar para a pessoa que já decidiu pela formação de Coaching em Resiliência, assim como você tomou essa decisão um dia, o que a motivou a fazer essa escolha? Você recomendaria?

Carol Freitas: Ao abrir a minha própria empresa especializada em proporcionar mais felicidade e bem estar nas relações de trabalho, através de ações de gestão de pessoas (RH), tive o desejo de realizar uma formação em Coaching para ter mais uma opção de serviço para oferecer aos clientes corporativos. Busquei o Coaching em Resiliência por já conhecer o fundador e professor (George Barbosa) além de gostar muito desse tema.

Atendi o meu 1º cliente remunerado após 01 mês da minha formação como Coach, oferecendo um valor mais acessível com o objetivo de atraí-los e ganhar mais confiança. Em seguida comecei a atender 08 coachees que ocupam cargos de liderança na mesma empresa, chegando ao limite de 15 atendimentos simultâneos, 80% com compromissos relacionados à liderança.

Algumas dúvidas operacionais / éticas foram surgindo durante o processo, sendo que a Escola do Coaching em Resiliência (George e Paula) sempre ofereceu bastante apoio para garantir o melhor andamento. Um exemplo foi o possível conflito entre o meu papel de Consultora de RH versus Coach em relação à confidencialidade e posicionamento frente a questões delicadas, como ter conhecimento que o Coachee quer pedir demissão e a empresa pretende promove-lo. Encontrei na Escola do CR e em demais colegas de profissão (Grupo de Estudos de Coaching da ABRH) um direcionamento do ideal a ser realizado.

Estou no meu 20º cliente remunerado e posso afirmar que existe bastante demanda de Coaching no mercado, e como em todas as áreas, há profissionais ruins que denigrem o trabalho, mas nada que um posicionamento mais assertivo e embasado não supere essas questões. Outro ponto importante é que não possuo receio de oferecer e negociar valores desse trabalho. Sempre que percebo uma oportunidade, falo sobre o trabalho desenvolvido a fim de despertar o interesse nas pessoas.

Em relação ao retorno do investimento, consegui alcança-lo em 02 meses após a minha formação. Se eu pudesse dar um conselho para quem também está começando é: não tenha medo de realizar os atendimentos. A prática é diferente do que no curso no sentido de que não está sendo avaliada. Você conhece a técnica, não o outro, tendo mais espaço para errar, aprender com o erro e aprimorar, além de ser muito gratificante acompanhar o desenvolvimento das pessoas.

Existem sessões que uma palavra dita na hora certa facilita o insight do cliente em um ponto importante e muda toda a vida dessa pessoa. Coaching em Resiliência muda vidas!

Colaboração: Arlete Lima

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Sobre quem escreveu esse artigo:
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Formações na Espanha, Cingapura, USA e Brasil. Organizador da metodologia do Coaching em Resiliência. Atua na mentoria visando a geração de estratégias de enfrentamento para clientes em funções críticas de comando.
2018-07-05T13:00:58+00:00

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