4 modelos de tomada de decisão para líderes de pessoas

Vamos conhecer alguns modelos de tomada de decisão que podem ser aplicado a rotina de líderes?

Alguns dos principais erros que uma pessoa na condição de liderança pode cometer, é acreditar que precisa fazer e assumir tudo sozinho(a) quando na realidade, há uma equipe sob a direção dela.

Muitas vezes, o fato de assumir tudo sozinho(a) acaba cegando o(a) líder. Isso pode causar diversos problemas, principalmente na tomada de decisão.

Quando a liderança não consegue tomar uma decisão assertiva, pode começar a sofrer uma forte pressão de seus superiores, pois sua área não está dando bons resultados devido as suas escolhas quanto aos projetos.

Então, continue lendo esse artigo para aprender mais sobre:

  • Quais áreas da resiliência podem te auxiliar na tomada de decisão
  • A partir destas áreas, sugestões de 4 modelos de tomada de decisão que podem auxiliar você como líder

Amália foi contratada como gerente de marketing havia oito meses. A responsabilidade de trazer um time pequeno para dentro da empresa, era uma de suas atribuições.

Outra pertinência era estruturar as atividades apropriadas para a área de Marketing. Não se descuidando do foco em como cada um dos processos desenhados iriam conversar com as diversas outras áreas da empresa. Após oito meses contava com uma analista, e dois jovens aprendizes. Era o que seu orçamento comportava.

Devido a sobrecarga de trabalho implícito na área apresentava irritabilidade com pequenos comentários vindos de sua micro equipe, humor sarcástico com qualquer piada deles e de outros colegas, caras e bocas quando recebia algum pedido de ajuda do time e resistência aos feedbacks ou reorientação de curso.

Havia perdido toda a assertividade, a clareza e a capacidade de tomar decisões, tão evidentes em sua contratação.

Essa situação não é muito difícil de ser encontrada no dia a dia de uma liderança. Por isso, vamos ver algumas áreas da resiliência que podem auxiliar a liderança diante desse cenário.

3 áreas da resiliência que auxiliam na tomada de decisão

Conquistar e Manter Pessoas

Uma das áreas da resiliência que trabalhamos dentro do processo de Coaching em Resiliência é de Conquistar e Manter Pessoas. Essa área contempla a capacidade que a pessoa tem de conquistar novos relacionamentos.

Também de se manter vinculada a outras pessoas para fortalecer e consolidar a sobrevivência e segurança pessoal. Implica em ter iniciativa para se conectar a novas pessoas sem receios ou medo do fracasso e dessas aproximações.

O propósito dessa área é formar fortes redes de apoio e proteção. Consolidar redes sociais de proteção, e por isso mesmo, é essencial ser bem desenvolvida em pessoas que exercem liderança.

Dessa forma, é possível contar com a visão, experiência e capacidade das demais pessoas, agregando potencialidades que poderão avaliar os riscos e propor possíveis e necessárias mudanças e decisões, que poderão obter novos e efetivos resultados e a consolidação de ganhos.

Da mesma maneira, quando não se assume o risco sozinho (a) e sim dentro desta rede de apoio, o foco quanto a um possível fracasso ou baixo desempenho é descentralizado, possibilitando também, que a solução seja encontrada em conjunto.

Empatia

Outra área da resiliência é a empatia. Traz a habilidade de se comunicar com significado com outras pessoas, de modo que essas outras pessoas irão responder com reciprocidade.

A empatia se relaciona com a sinceridade, consistência, aproximação, conectividade e desejo de interagir com outros, favorecendo, em especial, a capacidade de liderança sem retraimentos ou possíveis imposições em suas ações.

A resiliência quando relacionada a empatia traz flexibilidade para estabelecer comunicação visado a reciprocidade entre as partes, face às demandas ao ambiente profissional. É ter a capacidade de conseguir lidar com as expectativas de autoridade ou lideranças, ter bons investimentos na qualidade dos vínculos entre a equipe, demonstrar autoestima e principalmente ter esses aspectos constitutivos da empatia alinhados aos propósitos e objetivos da equipe.

Autocontrole

Outra área que pode ser trabalhada dentro desse mesmo assunto, de forma a obter melhores resultados, é o autocontrole. Essa é a capacidade de administrar os comportamentos de modo apropriado, se comportando com equilíbrio de suas emoções em situações de fortes conflitos.

O autocontrole aqui é sinônimo de regulação das emoções de modo a favorecer as negociações, de facilitar a promoção do ambiente agradável emocionalmente. Auxilia na organização do quanto de ousadia lhe parece ser saudável nas decisões a serem tomadas, se informando a respeito das mudanças, balanceando o foco em soluções e gerenciamento das informações.

Sendo assim, é possível avaliar o cenário em conjunto, envolvendo a todos com reciprocidade e responsabilidade mútua, de forma a buscarem soluções com comprometimento e empenho em busca de melhores resultados, avaliando possíveis riscos e falhas que deverão se evitar, a partir do alinhamento de objetivos e propósitos.

Abraham Lincoln escreveu uma carta em Abril de 1863 durante a guerra civil, à qual deixa claro como Lincoln procurou modificar um turbulento general sendo que o destino da nação estava submetido à atuação de tal, militar.

Ele inicia a carta com um elogio e uma apreciação sincera, demonstrando saber apresentar a crítica de maneira a não ser odiado. (CARNEGIE, Dale. Como fazer amigos e influenciar pessoas. 45ºedição. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1.995).

Aí também encontramos alguns princípios fundamentais ao autocontrole:

  • Criticar sem ser odiado;
  • Chamar indiretamente a atenção sobre os erros alheios descentralizando assim o foco quanto ao problema;
  • Admitir seus próprios erros reconhecendo-os com humildade;
  • Falar de seus próprios erros antes de criticar possíveis erros de demais pessoas envolvidas;
  • Fazer perguntas antes de delegar funções e dar ordens;
  • Jamais envergonhar pessoas subordinadas publicamente;
  • Elogiar o menor progresso e também cada novo progresso. Seja “caloroso (a)” em sua aprovação e generoso(a) em seu elogio
  • Empregue o incentivo. Faça o erro parecer fácil de corrigir;
  • Torne as pessoas satisfeitas, fazendo o que você quer e o que você sugere.

“Portanto, o trabalho de um líder geralmente inclui a modificação das atitudes e do comportamento das pessoas”. DALE CARNEGIE

4 modelos de tomada de decisão para líderes de pessoas

Algumas estratégias podem nos servir como apoio para os momentos de tomada de decisão. Mikael Krogerus e Roman Tschappeler nos guiam para o pensamento estratégico e a tomada de decisão mais efetiva por meio de modelos que melhor se adequam a um líder que enfrenta o desafio de conseguir tomar melhores decisões, no momento em que sua área não está dando bons resultados devido as suas escolhas quanto aos projetos.

O modelo Drexler-Sibbet

Em nossas atividades com líderes que trabalhamos quanto a ajudar no desempenho de uma equipe, nós recorremos ao modelo de Drexler-Sibbet. Estes criaram um modelo para nos ajudar a definições necessárias para alavancar o desempenho de uma equipe.

Sete fases típicas norteiam os participantes de uma equipe quando estão empenhados em um projeto. A princípio, algumas fases parecem óbvias, porém, são triviais mas a experiência nos mostra que, se pular um estágio, terá que voltar mais tarde.

modelos de tomada de decisão
O modelo Drexler-Sibbet – Imagem retirada de “O Livros da Decisão”- Editora: Best Business – 1º Edição

Líderes necessitam apresentar esse modelo no início de cada projeto. Aprendemos que algumas perguntas são importantes de serem feitas em intervalos regulares:

  • Onde você está? (ou seja, em que estágio do projeto)?
  • O que você precisa fazer para chegar ao próximo estágio?

Se não conseguir identificar em que estágio os integrantes da equipes estiverem, examine os aspectos que estão ao lado de cada fase na imagem que lhes apresentamos e pergunte quais desses aspectos se aplicam a você, como líder, e que aspectos cabem à equipe.

Essa discussão pode evitar que em estágios mais avançados hajam problemas que poderiam ter sido resolvidos antes. Então, não tenha medo de trazer à tona os sentimentos negativos no grupo e tenha a intenção de converte-los em positivos.

Obs. Não tente enquadrar a equipe de forma rígida ao modelo. Ele deve servir apenas como um guia.

O modelo das Consequências

Em alguns momentos de um projeto não temos as informações muito esclarecidas, e mesmo assim precisamos ser ousados para tomar decisões, principalmente pela questão de que uma decisão mal tomada pode ter consequências de grande alcance.

Neste modelo, a principal função, em nós que trabalhamos com lideranças, é conseguir fechar as lacunas entre dúvidas e decisões no processo de tomada de decisões. O modelo é simplesmente: Tome uma decisão!

Kristian Kreiner e Søren Christensen, que são os autores do modelo, nos dizem que adiar uma decisão significa tomar uma decisão inconsciente. E, a partir desta afirmação, nos estimulam a sermos corajosos e tomar decisões, mesmo com informações mínimas.

Quanto mais decisões, mais informações sobre as consequências e o inverso é verdadeiro.
Tome uma decisão!

Eu prefiro me arrepender do que fiz a me arrepender do que não fiz. Lucille Ball.

modelos de tomada de decisão
O modelo das Consequências – Imagem retirada de “O Livros da Decisão”- Editora: Best Business – 1º Edição

A Matriz do Portfólio de Projetos

Se sua equipe mantém diversos projetos em andamento, essa pode ser uma excelente ferramenta para você.

Para ter uma visão dos seus projetos, geralmente é necessário classificar seus projetos que estão vigentes.

A partir da Matriz de Portfólio de Projetos você irá organizar os projetos de acordo com o custo e tempo dispendido para a realização. Os custos serão avaliados pensando em questões como orçamento, energia para trazer uma pessoa, desgaste psicoemocional, etc..

Custo e tempo são exemplos de variáveis que podem ser inseridas na matriz. É possível utilizar qualquer parâmetro que seja relevante para sua atual situação. O importante é distribuir os parâmetro entro dois eixos: “Objetivos alcançados” e “Quantidade de aprendizagem efetivada com o projeto”.

Considere como decisões menores para seus resultados que:

Os resultados:

  • Não mantenha projetos em que você não tem nada a aprender
  • Não mantenha projetos que não correspondem às suas prioridades como líder.
  • Projetos em que você irá aprender, mas não agregam às suas prioridades. Até são interessantes, mas não ajudarão à alcançar seus objetivos no projeto maior envolvido (projeto guarda-chuva). Tente mudar o modo como está conduzindo esses projetos menores que estão derivando do guarda-chuva.
  • Se o projeto estiver de acordo com sua visão, mas não irá aprender nada, delegue para uma outra pessoa.
  • Se você estiver aprendendo e está de acordo com as suas prioridades, você está no caminho certo!
modelos de tomada de decisão
A Matriz do Portfólio de Projetos – Imagem retirada de “O Livros da Decisão”- Editora: Best Business – 1º Edição

O modelo de John Withmore

Podemos dizer que John Withmore é um dos principais pais do Coaching moderno, e o modelo que vamos apresentar agora serve como base para a estruturação de um plano de ação, principalmente durante nossas sessões de Coaching.

Existem dois tipos de compromissos que um líder pode ter, um compromisso de desempenho e um compromisso final. O compromisso final seria algo como “Quero terminar um projeto de desenhar meu site em até 2 meses”. Já o desempenho seria “Vou dedicar 4 horas do meu dia para trabalhar exclusivamente neste projeto”.

Há 14 requisitos dentro do modelo de Withmore que nos auxiliam a entender melhor se o compromisso está bem estruturado e se é possível de ser alcançado. Em resiliência nós evitamos a terminologia de Meta e Alvo. É muito mais produtivo e salutar quando se conversa sobre Compromissos a serem alcançados.

O modelo de John Withmore – Imagem retirada de “O Livros da Decisão”- Editora: Best Business – 1º Edição

Observações importantes:

  • Se o compromisso for inatingível, não há nada o que fazer. O melhor é conversar sobre como reestruturar tal compromisso.
  • Se não for desafiador, não motivará.
  • Se achar que o modelo é muito complicado, simplifique!

Devemos fazer com que tudo seja tão simples quanto possível, mas não simplório. Albert Einstein

E você, tem alguns modelos de tomada de decisão ou estratégias que te auxiliam no seu dia a dia? Compartilhe com a gente nos comentários! 😉

Colaboração na autoria:
Arlete Lima e Paula Assis

Sobre quem escreveu esse artigo:
Coach em Resiliência, MENTOR-COACH, PCC | Conheça meu site!
Formações na Espanha, Cingapura, USA e Brasil. Organizador da metodologia do Coaching em Resiliência. Atua na mentoria visando a geração de estratégias de enfrentamento para clientes em funções críticas de comando.
2018-05-17T18:56:27+00:00

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