A Mudança do Mapa Mental para quem Busca o Coaching em Resiliência

A Mudança do Mapa Mental para quem Busca o Coaching em Resiliência

Quando estamos envolvidos no ensino de uma turma em resiliência, um dos grandes desafios nosso – da equipe de treinamento – é praticar aquilo que chamamos de normatização do conhecimento. Chegar a um cenário no qual todos estão com o mesmo nível de conhecimento sobre as bases da resiliência. Para tanto, vamos trabalhando em oferecer mais reforço teórico para os integrantes da formação do Coaching em Resiliência.

Dentre as diversos conhecimentos relacionados com a resiliência apontadas pela literatura, elaboramos uma dezena de afirmações que representam o modo de acreditar acerca das áreas vitais da vida, e que os futuros Coaches em Resiliência necessitam estar atentos.

Explicamos que em pesquisas encontramos que afirmações e convicções (crenças), dentro da resiliência, se dividem em oito áreas que receberam maior significância estatística.

Antes de explorar mais dos MCDs nesse Post, vale dizer que a ideia geral de resiliência nessa abordagem é tida como “O Conceito Barbosa de Resiliência”. Lá em 2009, o defini da seguinte maneira: quando, um número de crenças básicas de uma determinada área da vida, são agrupadas, nós temos um conjunto de crenças que versam sobre essa área da vida, que interage entre si e com todo o processamento de informações no Sistema Nervoso Central e são identificadas como Modelos de Crenças Determinantes (MCDs).

São as áreas que constituem a própria resiliência – que nomeamos de Modelos de Crenças Determinantes (MCDs).

Os MCDs têm sua origem e formação desde a infância. Nos primeiros anos a criança ao enfrentar seus embates vai construindo seu sistema de crenças. Quando se faz necessário um enfrentamento de uma situação de adversidade, as crenças existentes naquele momento sobre as causas e implicações irão organizar de forma determinante as crenças sobre as competências em uma dada situação.

De acordo com o ambiente ou contexto em que a criança e futuramente o adulto estiver inserido, essas crenças irão caminhando para uma condição de instabilidade, rigidez ou equilíbrio.

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Quando a condição emocional experimentada for de instabilidade e desamparo haverá uma propensão de que a pessoa seja regida por um esquema emocional de tristeza. Nesse caso a tendência é de haver um estilo comportamental de passividade no enfrentamento do estresse. A propensão é que seja vivido com pessimismo ou negativismo nas interações sociais e no desempenho de tarefas adversas.

Quando a condição emocional vivenciada for de rigidez, vê-se que a pessoa estará com um esquema emocional caracterizado pela raiva. E, nessas situações, a tendência é de haver um estilo comportamental de intolerância nas interações sociais e na execução das atividades relacionadas com o estresse.

E a intensidade que cada um desses MCDs se apresenta em certo período da vida, irá influenciar de forma decisiva nesses estilos comportamentais, podendo se encontrar, como já referimos, a condição de equilíbrio, de instabilidade ou de rigidez em suas crenças. Trata-se da maneira, do jeito como as pessoas creem que irão se comportar em ambientes com alta tensão, e como será seu comportamento quando enfrentarem adversidades no trabalho, na família, na escola ou nas diversas relações que assumem.

Assim, verificamos nas pesquisas que quanto mais o MCD tiver um tipo extremado ou distanciado do ponto que encontramos na população estudada identificado como de Equilíbrio, maior será a Vulnerabilidade que a pessoa está acometida, seja na dimensão física, emocional, psicológica, profissional ou espiritual.

A partir desse entendimento podemos pensar nas estratégias de enfrentamento do Estresse dentro desse Conceito de Resiliência.

Como descrito no tópico anterior não é possível evitar o estresse na vida. A sabedoria está em aprender a reconhecê-lo e administrá-lo de tal forma que se possa evitar as suas consequências negativas. De outro modo, é balancear o nível de estresse na vida e de haver um trabalho para gerir, evitar ou minimizar suas consequências negativas, e, nesse sentido a resiliência é uma útil ferramenta.

Isso porque resiliência significa sobreviver em áreas vitais como já descrevemos em outros posts.

Lógico, para isso é necessário haver flexibilidade, maleabilidade e perseverança – são atitudes saudáveis para lidar com situações estressantes e eventos traumáticos.

Assim pode-se estabelecer algumas relações entre os dois conceitos:

a) temos que experimentar emoções fortes, mas também perceber quando se precisa evitá-las a fim de continuar saudável. Afinal, até rir demais pode matar.

b) a resiliência se apresenta, por esse enquadre teórico e prático, como um recurso estratégico de resistência e superação ao estresse elevado.

Esses pilares são as condições ambientais que favorecem para que se possa incrementar resiliência ao ambiente profissional.

Nós, coaches, necessitamos alimentar a clareza de que essas convicções favorecem nossa atuação nos ambientes profissionais. Contribuímos, decisivamente, para que sejam mais nutritivos e que os Modelos de Crenças Determinantes quando tidos como filtros para se ler o cenário do trabalho, nos levam a acreditar que:

1- É preciso estar aberto para fazer novas amizades no trabalho e em seu entorno com o intuito de gerar fortes condições de proteção e segurança. A ideia não é ser o mais popular que conseguir. Mas ser tido como autêntico, confiável e parceiro.

2 – Passar a ver as crises e alternâncias na equipe não mais como problemas insuperáveis, mas como uma etapa prevista na convivência de pessoas e que, portanto, necessitamos interferir positivamente em tais crises.

3 – Estarmos cientes e aceitarmos que a mudança e o desafio fazem parte da vida. São ingredientes das crises e das alternâncias.

4 – Estarmos sempre atentos para as exigências de se mover em busca da superação e concretização dos objetivos, e não nos vermos estagnados ou vencidos por eles. Nós nos dirigimos para a superação. É isso que fazemos!

5 – Desenvolvermos e levarmos nossos clientes a vivenciar a capacidade de tomar ações decisivas no contexto do trabalho e não se enveredar em pensamentos aversivos ou que apresentem a recorrente dominância de uma emoção bastante exagerada.

6 – Estarmos atentos à oportunidades de autodescoberta, mesmo em meio ao ambiente desafiante e adverso. Somos Coaches e não recuamos. De modo estratégico (pensar resiliente) enfrentamos nossos fantasmas e levamos nossos clientes a enfrentar os deles.

7 – Cultivamos a esperança e uma visão positiva de nós próprios. Afinal estamos envolvidos com resiliência.

8 – Mantemos outras oportunidades em perspectiva, mesmo quando já com muitos anos em determinada empreitada.

9 – Não importa a nossa idade, aprendemos sempre a ler mais de nosso corpo.

10 – Aprendemos a buscar a sabedoria em como adiar / atrasar as tarefas que podem aumentar o estresse em nossa vida. Buscamos ser sábios quanto a administração do tempo.

A chave é identificar as formas que possam funcionar bem para você e eu pessoalmente curtimos e promovermos essa estratégia pessoal de incrementar a resiliência no contexto de trabalho.

Esse é o nosso caminho!

Compartilhe aqui o quanto você tem experimentado esse modo de pensar e se ver.
Será bom ouvir um pouco de você.

Imagens: Freepik

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Prof. George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico e organizador do Coaching em Resiliência (CCR). Associado PCC, MENTOR COAH e Conselheiro na Diretoria da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil, Acreditado na International Society for Coaching Psychology – MISCP e ao National Wellness Institute (NWI) e Pós-doutorando em Coaching Psychology e Resiliência (UNIRIO).

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