Vale a pena trabalhar com resiliência em 2018?

Trabalhar com resiliência – Por volta de 2010 houve um boom aqui no Brasil sobre o tema da resiliência. Apareceram diversos especialistas na internet que falavam sobre esse tema.

Passado algum tempo, novos assuntos se tornaram relevantes para o momento e a resiliência deixou de ser o foco. Com isso, houve um amplo espaço para aqueles que de fato trabalhavam com a resiliência e que buscavam se aperfeiçoar nesse tema tanto pelo lado acadêmico como pelo profissional.

Houve uma evolução nos estudos relacionados a resiliência e hoje percebemos que não é um tema apenas da moda, e sim um assunto de extrema importância para a sociedade. Com isso, muitas pessoas nos perguntam aqui na Escola do Coaching em Resiliência se ainda vale a pena trabalhar com resiliência em 2018?

Continue lendo esse texto para entender o meu ponto de vista!

Um breve cenário da resiliência nos últimos anos

Em 2009 quando apresentei a validação estatística e cultural da escala de resiliência chamada QUEST_Resiliência para o público brasileiro, assim contextualizando a escala para a cultura e idioma do Brasil, eu tinha em mente de que precisava também trabalhar para que o tema da resiliência não se tornasse uma moda momentânea.

Em 2010 escrevi a Abordagem Resiliente, uma teoria calcada nos pressupostos da Psicologia Cognitiva, para dar alicerce a todas as ações e aplicações que viessem ser desenvolvidas no Brasil.

Por aquele tempo alguns “gurus” da comunicação estavam lançando livros no mercado dizendo o que era resiliência. Com isso erros de concepção foram disseminados na internet e impressa contribuindo para que o risco de “ser um assunto na moda” viesse ocorrer. Me refiro, por exemplo, às publicações que ratificaram ideias como “bom-humor e autoeficácia são colunas da resiliência”, prejudicando o entendimento que bom-humor e autoeficácia são consequências de uma equilibrada autoconfiança e não o inverso.

Autoconfiança gera segurança, que propicia as possibilidades de se expressar bom-humor e apresentar uma autoeficácia no que se faz. Eram profissionais de marketing, de consultoria que não possuíam uma vida acadêmica focada em resiliência que trouxesse consistência ao tema, e, ao participar de congressos sobre resiliência, eu via claramente estar acontecendo esta consistência em países como Estados Unidos, Canadá e França.

Seria uma pena ver no Brasil a situação do país ficar para trás nas pesquisas e programas científicos no que se referia às ricas possibilidades com a resiliência.

Na busca de produzir aplicações práticas para outros profissionais – que não fossem psicólogos, foi que, em 2012 estruturei o Coaching em Resiliência para que profissionais de diferentes formações pudessem também trabalhar com resiliência dentro de uma perspectiva científica. Foi aí que vimos o pessoal da administração, da economia, da pedagogia, da enfermagem, por exemplo, trabalhando com o tema de modo seguro e sólido.

De lá pra cá, outros temas acabaram entrando na moda e resiliência acabou se tornando um tema para aqueles que realmente estão interessados no equilíbrio físico e emocional, e não apenas no assunto do dia.

Ainda vale trabalhar com resiliência?

Resiliência tem tido uma enorme produção no campo da infância, da terceira idade e velhice, da enfermagem, da psicologia, da gestão de recursos humanos e em atividades como o incremento da qualidade de vida.

Vê-se que a definição simples de que é a capacidade de superar o estresse já ficou para trás e, contemporaneamente, se mostra com uma competência de gerir de forma estratégica, ecológica e cultural os recursos de enfrentamento às adversidades.

Atenta a tudo isto e contribuindo de forma objetiva nessa produção de conteúdo e técnicas, a Escola do Coaching em Resiliência, lançou em 2017 o seu programa de Formação de Especialistas em Resiliência. Com essa providência estávamos atendendo a um grande grupo de visitantes no nosso site que nos pediam uma formação com maior profundidade e prática, tanto no que se refere ao conceitual, como na aplicação prática da resiliência para diferentes públicos.

Pessoas como Márcia que aos 40 anos, portanto, já pensando em ampliar suas possibilidades profissionais como uma especialista em uma nova área de atuação, buscava alinhar com as novas aprendizagens e habilidades o seu sonho de ajudar as pessoas a terem menor desequilíbrio emocional e que contasse com uma ferramenta que a permitisse acompanhar as pessoas a se redescobrirem.

Márcia sonhava em conciliar seus conhecimentos profissionais, com sua experiência de vida, com um novo saber e que a soma de tudo isso pudesse resultar em autoconhecimento para outras pessoas. Seria sua forma de devolver à vida e à sociedade aquilo que recebeu em seus anos de formação. A Especialização seria como uma luva para suas aspirações e vontade de agir em prol de sua autorrealização pessoal.

De nossa parte estávamos atentos tanto a tais aspirações como a essa nova consciência no mundo científico da resiliência, na qual se sabe que o conceito / a definição de resiliência necessita seguir a evolução do conhecimento, sem perder os seus pilares centrais que a identificam como uma das mais novas áreas da pesquisa científica. Tendo também a noção exata de que, embora resiliência não ser mais o tema da moda, ainda é de extrema importância ser desenvolvida em todos nós.

Nesse texto procurei explicitar que a temática da resiliência não é mais um modismo. Veio e ficou após essas décadas iniciais. Quanto à sua definição há um movimento entre os cientistas que a estudam procurando organizar um núcleo comum que possa ser aplicado às diversas culturas e geografias do planeta.

E que, no que se refere a nós na Escola de Formação do Coaching em Resiliência, estamos alertas produzindo conteúdos inovadores e robustos alinhados ao que de mais consistente encontramos em produções científicas, como a Especialização em Resiliência.

Deixe aqui seu comentário, divida seu saber e questionamento conosco.

Sobre quem escreveu esse artigo:
Coach em Resiliência, MENTOR-COACH, PCC | Conheça meu site!
Formações na Espanha, Cingapura, USA e Brasil. Organizador da metodologia do Coaching em Resiliência. Atua na mentoria visando a geração de estratégias de enfrentamento para clientes em funções críticas de comando.
2018-07-12T20:01:47+00:00

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